Cyber segurança: Empresas brasileiras têm melhor desempenho, revela pesquisa

Criado por Letícia Castro em em 21/02/2014

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da Redação

Mais da metade (52%) dos líderes de negócio brasileiros veem a cyber segurança, ou segurança cibernética, como prioridade absoluta, contra 19% na Alemanha, 22% em Hong Kong e 23% na França, segundo pesquisa realizada pela BT, especializada em TI e datacenter, em outubro do ano passado.

A pesquisa, que avaliou as atitudes em relação à cyber segurança e ao nível de preparo de decisores de TI de empresas dos mais diversos setores, em sete países, revela que as empresas brasileiras estão à frente das empresas dos demais países em diversas áreas de importância crucial. Sete entre dez (70%) das organizações do país são capazes de medir o ROI (Retorno sobre o investimento, ou Return on Investment, na sigla em inglês) de iniciativas de cyber segurança, em comparação a 34% em Cingapura e 21% no Reino Unido. Enquanto 70% dos diretores e tomadores de decisão seniores no Brasil recebem treinamento em segurança de TI, nos países onde se realizou a pesquisa a média é de 58%.

Embora existam CEOs engajados na segurança em alguns países, mais da metade (58%) dos tomadores de decisão de TI, globalmente, dizem que os Conselhos de Administração das empresas onde atuam subestimam a importância da cyber segurança. Esse índice aumenta para 68% em Hong Kong e 64% na França, mas cai para 50% no Brasil, indicando que responsabilidade e consciência vêm sendo compartilhadas de forma mais eficaz.

Mencionada por 65% dos tomadores de decisão TI, globalmente, as ameaças internas não maliciosas (como perda acidental de dados) são a preocupação mais citada em relação à segurança. No Brasil, o hacktivismo vem em primeiro lugar na percepção dos riscos, indicado por 76% dos tomadores de decisão como uma preocupação. Em seguida está o risco de ameaças internas não maliciosas (64%), ameaças internas maliciosas (62%), crime organizado (50%) e outros estados-nação (42%).

Globalmente, mais da metade dos tomadores de decisão de TI acreditam que o hacktivismo (54%) e ameaças internas maliciosas (53%) representarão um risco maior nos próximos 12 meses. No Brasil esses números sobem para 64% e 60%, respectivamente. Globalmente, o terrorismo é visto como a ameaça menos capaz de se tornar um risco maior ao longo dos próximos 12 meses.

Javier Semerene, vice-presidente da BT Global Services Latin America, diz que “essa pesquisa fornece uma visão fascinante da mudança no cenário de ameaças e o desafio que isso representa para as organizações, globalmente. A massiva expansão dos dispositivos pessoais, nuvens e extranets multiplicou o risco de abusos e ataques, deixando as organizações expostas a uma infinidade de ameaças internas e externas – sejam maliciosas ou acidentais.

“As empresas brasileiras estão de parabéns por colocar a cyber segurança em destaque. Os riscos para os negócios estão mudando rápido demais para que uma abordagem de segurança puramente reativa seja bem-sucedida. E a cyber segurança não deve ser vista como um problema apenas do departamento de TI.

Em resposta às ameaças emergentes, em âmbito global, 75% dos tomadores de decisão de TI dizem que gostariam de reformular sua infraestrutura e projetá-las com recursos de segurança a partir do zero. E 74% deles gostariam de treinar todo o pessoal nas melhores práticas de cyber segurança. Um pouco mais da metade dos entrevistados (54%) contrataria um fornecedor externo para monitoramento do sistema e prevenção de ataques.

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