Alimenta seu site com releases? Saiba mais sobre a penalização do Google para conteúdos duplicados

Criado por Letícia Castro em em 01/07/2013

conteudo-duplicado-penalidadeTudo igual: Google penaliza o Ctrl-C + Ctrl-V

É uma prática comum entre aqueles que possuem veículos de notícias. Todos os dias, milhões de sites são atualizados com matérias criadas por agências de comunicação que querem dar destaque aos seus clientes através de publicações na mídia. Não apenas no online, mas também no impresso, sempre que você vir aquele famoso “da Redação” como assinatura do texto, saiba que o conteúdo que está prestes a ler tem grandes chances de não ter sido escrito pelos profissionais da casa. Nada de errado com isso. A menos que todo mundo decida republicar o mesmo release na íntegra.

Como assim?

Para entender melhor, o release, ou esse texto informativo sobre algum tema ou notícia específica distribuído por assessores de imprensa, é um instrumento legítimo de circulação de informações muito utilizado para sugerir pautas a jornalistas. Digamos que, sem os releases, o volume da produção de conteúdo que você vê publicado diariamente na mídia seria substancialmente reduzido, já que estas peças alimentam, de forma significativa, as páginas dos veículos.

No entanto, quando se trata de conteúdo online, algo diferente ocorre. A questão é que esse mesmo conteúdo distribuído via release chega para milhões de profissionais da imprensa ao mesmo tempo. Vamos supor que você seja um assessor e justamente o seu cliente, um médico “bam-bam-bam”, descobre a cura definitiva para a AIDS. Para que o mundo se inteire do achado, você envia, mais que rapidamente, o tal release, comunicando a façanha. Depois de apurar o fato (espera-se!), uma avalanche de jornalistas online decide republicar a nota na íntegra, já que você costuma enviar textos formatados dentro da técnica padrão de redação e que geralmente nem precisam de edição. Pronto. O mal está feito.

Veja o que o próprio Google diz sobre conteúdo duplicado em sua página de suporte ao webmaster (tradução livre) e decida se quer correr esse risco:

“Conteúdo duplicado geralmente se refere a blocos substanciais de conteúdo dentro do mesmo ou espalhados por outros domínios que correspondem em sua integralidade a outro conteúdo ou que sejam relevantemente parecidos. De modo geral, este tipo de publicação não é nociva. Alguns exemplos de conteúdo duplicado não-maliciosos podem ser encontrados em:

- Fóruns de discussão que geram páginas regulares e simplificadas direcionadas a dispositivos móveis
- Itens armazenados exibidos ou linkados em várias URLs distintas
- Versões para impressão de páginas web

No entanto, em alguns casos, o conteúdo é deliberadamente duplicado entre domínios em uma tentativa de manipular os rankings do  motor de busca para ganhar mais tráfego. Práticas enganosas como esta podem resultar em uma má experiência do usuário, já que o visitante verá praticamente o mesmo conteúdo repetido dentro de um conjunto de resultados de pesquisa. (…) Nos raros casos em que o Google perceber que o conteúdo duplicado pode ser mostrado com a intenção de manipular os nossos rankings e enganar nossos usuários, nós também faremos os ajustes apropriados na indexação e classificação dos sites envolvidos. Como resultado, o ranking do site pode sofrer com isso ou, ainda, o site pode ser totalmente removido do Google, não aparecendo mais nos resultados de busca.”

Desaparecer da indexação dos rankings?

Pois é e acontece com mais frequência do que se imagina. Mas, o que você pode fazer para continuar alimentando seu site com os (bem-vindos) releases sem ser penalizado? Vão aí algumas dicas:

1. Reescreva tudo. Pode parecer um conselho até simplório, mas acredite: muitos jornalistas “de categoria” por aí sobem o texto sem mudar uma vírgula. É pedir para ser penalizado.

2. Agregue valor ao conteúdo. Outra sugestão básica (e desnecessária para os bons profissionais). Se você está usando conteúdo pré-fabricado, não custa nada enriquecê-lo com mais informações. Procure outras fontes, especialistas, entreviste personagens, pesquise dados diferentes sobre o assunto e escreva um texto mais robusto, de qualidade. O seu leitor merece (e agradece!).

3. O site é seu, use a criatividade. Que tal caprichar nas imagens e em outros elementos multimídia como infográficos e vídeos para dar um up na matéria? Estamos na internet, ela espera que você use e abuse dos recursos que oferece.

4. E o que é mais importante: linke para o site ou fonte que originou a publicação. Afinal de contas, você atualiza seu veículo com algo que lhe foi passado sem despesa alguma, custa fazer um agrado? Lembre-se de que linkar é a moeda da internet e a máxima da web é o famoso “dar para receber”. Tudo bem que você também esteja cedendo espaço para divulgação, mas seja cortês. Você será lembrado.

A questão das aspas

Matt Cutts, o guru do SEO do Google (e quem dita atualmente as regras de como um texto deve ser escrito ou não para alcançar aquele sonhado primeiro lugar nos resultados), esclarece, no entanto, que as citações – ou aspas – não significam conteúdo duplicado. “A ideia básica é, desde que você agregue valor ou alguma perspectiva a essas aspas, não terá problemas com o Google. É totalmente legítimo”, afirma o especialista.

Antes de encerrar, uma ressalva importante. Há quem não se preocupe inteiramente com esta e outras questões que dizem respeito ao bom posicionamento nos rankings do buscador. “Ah eu escrevo para um grande portal, não corro esse risco!”. Pois bem, aí vão duas palavras para você: “Vai nessa”.

Imagem: Dremstime

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