SMWSP: O futuro das agências de mídias sociais e primeiras impressões do maior evento de social media do mundo

Criado por Letícia Castro em em 24/09/2013

social-media-week-cappuccino-tres-coracoesBalanço do dia: um cappuccino quente e um frio. Meta para amanhã: variar nos sabores

Até que me controlei. E quem me conhece, sabe a força de vontade que tive que ter. O balcão da foto conquistou meu coração, assim que entrei na Social Media Week SP 2013. O evento, que acontece simultaneamente em oito cidades ao redor do planeta, traz esta semana para a capital paulista várias palestras, mesas, painéis e workshops com o tema “mídias sociais” e seus desdobramentos. Imperdível para uma jornalista-blogueira que vive de cappuccino… Digo, de internet.

Mas nem tudo são flores no maior encontro social media do mundo. Contradizendo o refrão “de graça, até injeção na testa” (você também não odeia chavões?), preciso levantar algumas questões que me irritaram logo de cara (antes do café, é óbvio). Minha velha implicância: Why, oh why sempre que estes eventos acontecem em Sampa não os fazem em um lugar logisticamente viável? Isso já rendeu uma resposta bem mal-educada da Bia Granja que uma vez me disse que, quando eu organizasse um, saberia o motivo… Ela tem razão, em partes. Porém, se fica difícil cercar um centro bem localizado com muita antecedência, por que precisa ser em uma das avenidas mais apertadas de São Paulo, com trânsito intenso o dia todo e nenhum metrô por perto? OK, talvez o Haddad pudesse ajudar na resposta. Enfim, fica a sugestão (de novo).

Partindo para as flores de fato do #SMWSP, não posso deixar de mencionar como sou fã da galera organizadora, representada aqui pelo blogueiro-mor desta nação, o “seu Interney”. Tive a oportunidade de estar com o bamba há pouco mais de um mês (veja o registro) e há de se pagar pau para o cara. Primeiro porque o staff do encontro é super gentil e prestativo. Depois, porque o próprio staff do MIS (Museu da Imagem e do Som, sede do evento) faz coro ao bom trato do público. E, por último, porque as apresentações são duca.

Nesta terça-feira, o BABEL.com esteve presente no painel “O futuro das agências de mídias sociais” e, na minha opinião, o tom da semana foi dado ali. Quatro profissionais de primeira linha representaram o nicho com muita propriedade e pé no chão, discorrendo de forma bem pragmática sobre a realidade do mercado. Pincei algumas falas relevantes para os leitores do Babel que gostariam de conhecer mais a respeito do cotidiano deste trabalho, um dos modelos de negócio que também empreendo. Espero que vocês curtam e fiquem à vontade para dizer o que pensam nos comentários.

O futuro das agências de mídias sociais: destaques

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Da esquerda para a direita: Caroline Andreis (Babushka Digital Content), Lalai Persson (Remix Social Ideas), Gui Rios (Social Agency) e Mário Soma (Agência Pólvora). Veja o que eles disseram:

- Sobre o curto tempo de existência das agências de social media no Brasil:

“As agências de mídias sociais têm apenas sete anos. Estão na infância. Você não pergunta a uma criança se ela quer crescer ou morrer. Você diz: “cresça com saúde e vá com Deus!”.

“É tão novo que até o formato das coisas é o cliente que ajuda a criar.” (Pólvora)

“A relação entre marcas e pessoas mudou.” (Social Agency)

- Sobre as quantias destinadas a ações de social media em comparação aos orçamentos de agências publicitárias:

“O que motiva é: vamos fazer coisas incríveis, sem dinheiro (com pouco budget)”. (Pólvora)

“A gente acaba fazendo um ‘trial’ e trabalhando muito de graça, porque você quer mostrar para o cliente que funciona”. (Babushka)

“Às vezes, eu tenho que demitir o cliente porque ele não quer pagar e não sou eu que vou bancar os custos.” (Remix)

- Sobre o dia a dia do trabalho com mídias sociais:

“Somos todos vendedores”.

“Precisa de uma disciplina fora de série.” (Pólvora)

“Precisa estar sempre se capacitando, aprendendo. Se a gente vai se profissionalizar de fato, não sei.” (Social Agency)

- Sobre o futuro do mercado e tendências:

“Parece que a gente está aqui para jogar uma pá de cal em um mercado que acabou de nascer e tem todas as possibilidades pela frente. E não é isso.”

“2014 é um ano para diversificar” (em referência à realização da Copa e das eleições). “É hora de falar para o cliente: ‘Tá vendo os bons resultados que você teve com o Facebook? A gente consegue isso com outras plataformas também’”. (Social Agency)

Para encerrar, e respondendo a uma pergunta de uma garota do Rio a respeito do velho e recorrente tema “Como convencer o cliente tradicional sobre a importância de ações em mídias sociais?”, um francês, que já trabalhou com vários cases de empresas no interior de seu país, explicou: “Eu ofereço logo um treinamento de meio dia sobre o que é o Facebook, o Twitter e todas estas redes. E, se for preciso, abro uma conta para o dono da empresa na mesma hora, com ele, pessoalmente. Depois disso, eles costumam aceitar tudo o que você propõe.” É o que sempre comentamos, minha sócia Ana Alice Vercesi e eu, toda vez que estamos prospectando um novo job: “É preciso fazer um social media training com o cliente”.

O evento segue amanhã e também quinta-feira. Se quiser participar (e bater um papo legal comigo), faça sua inscrição aqui. Ainda há apresentações com vagas disponíveis. Corre!

Comentários (8)
  1. Flávya Pereira comentou, em 24/09/2013:

    Super interessante!!! E não fazemos ideia do quanto estão surgindo redes sociais seguimentadas. Participo, por exemplo, de uma rede só para leite, outra sobre só café ou outra sobre soja. Ótimos espaços para promover algum tipo de cliente ou vender um produto/serviço. Com isso, temos a certeza de que vai além do Twitter, Facebook e Youtube!

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  2. Letícia Castro comentou, em 24/09/2013:

    Totalmente excelente! Seu depoimento foi show de bola, Flá! Exatamente, só nesse parágrafo, para quem estiver atento, já há boas ideias de negócios… ;) Besos, chica! Tks!

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    • Erickessen Sauer comentou, em 25/09/2013:

      Simplesmente Letícia

      A ti

      Velas ao vento da noite vão partir para teu alto mar
      Clima faz-se firmamento empurrando onda vagante
      Ah! Brisa triste vive-se vítima de uma sorte errante
      Uma razão inibe a fé a luz ante o coração do calar

      Letícia ó Letícia, verde esperança fogueira queimar
      Ai de mim! Siga os passos na poeira do vil gigante
      Qual novo Ciclope tens olho perfeito em semblante
      Da paz pura uma certeza alia-se fortuna confessar

      Nada tema tu ente divinal está-te além do engano
      Letícia mira estrela soprando grande vela amarela
      Entre monstros e divindades a regente do oceano

      Refúgio celeste o ser sagrado curva-se à voz bela
      Amor trilhou-se daqui da terra para um mar ufano
      Arcanjos tornam-se mensageiros da palavra dela

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      • Letícia Castro comentou, em 25/09/2013:

        Chupa essa manga! Enormemente honrada com tamanho talento, poeta. Seja bem-vindo ao BABEL.com! =D

  3. Erickessen Sauer comentou, em 25/09/2013:

    “Saiba a quem interessar possa e por si só estabelecendo-se o contraste entre realidade real a qual reflete-se em realidade virtual quem não há nas línguas dos anjos e nem na língua do homem uma palavra a qual traduza Lelê Castro.”

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  4. Mario Soma comentou, em 27/09/2013:

    Obrigado por ter participado. Saudações.

    Abc.

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    • Letícia Castro comentou, em 10/10/2013:

      O prazer foi todo meu e eu que agradeço, Mário!

      Abração,

      Letícia.

      Responder

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