Como calcular a contratação de seguros no orçamento doméstico?

Criado por Letícia Castro em em 10/02/2015

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da Redação

Para avaliar se a contratação de seguros realmente vale à pena é preciso apenas considerar: quanto você gastaria se tivesse que arcar com despesas provenientes de algum acidente de carro? Se sua residência fosse incendiada completamente, você poderia custear todos os reparos ou comprar uma nova casa? Se você falecer, sua família estaria protegida financeiramente?

Cleber Andriotti Castro, consultor em gestão financeira e diretor da Andriotti & Castro Consultoria, lembra que imprevistos ocorrem frequentemente, mas suas consequências podem ser minimizadas. Ele destaca que havendo um correto planejamento do orçamento familiar, o investimento mensal em seguro torna-se pequeno face à tranquilidade proporcionada por sua cobertura. “A participação dos seguros no orçamento doméstico é baixa a ponto de se justificar sua aquisição”, afirma.

Segundo Castro, para muitos o seguro pode parecer uma despesa não emergencial e que compromete o orçamento familiar, mas, aos poucos, essa concepção vem mudando. “Em busca de uma vida mais tranquila, as pessoas vêm percebendo a importância e necessidade da contratação de seguros, que impedem o consumo repentino de um patrimônio em função de situações não previstas. Além disso, já se sabe que o valor investido em apólices é sempre baixo quando cotejado a possíveis prejuízos financeiros causados por diferentes intempéries. As dores de cabeça geradas por ter seus bens furtados, um carro parado na estrada ou por perder sua renda em função de um acidente, por exemplos, podem ser evitadas investindo um pequeno valor mensal, que, por meio de um bom planejamento, não chega a pesar nas contas da família”, declara.


Seguro que cabe no bolso

Um levantamento elaborado pela AD Corretora de Seguros, em relação ao ano de 2015, revela que, ao contrário do que muitos imaginam, a contratação de seguros pode sim caber no bolso, bastando apenas um planejamento estratégico que considere os custos com a contratação de apólices como parte das contas mensais da família.

O estudo levou em consideração o seguinte perfil familiar: casal, ambos de 40 anos, com dois filhos pequenos (4 e 7 anos). Eles moram no interior do Estado de São Paulo, possuem dois veículos e contam juntos com uma renda salarial de R$ 11.765,00 por mês (equivalente a 13 salários mínimos mensais no Estado de São Paulo).

De acordo com os cálculos feitos pela AD Corretora de Seguros (veja cálculo abaixo), o casal exemplificado investe aproximadamente 3,89% de sua renda mensal para proteger o patrimônio de sua família com a contratação dos seguintes tipos de apólices: seguro de vida para ambos, seguro automóvel para dois veículos e seguro residencial.

Renda familiar mensal = R$ 11,765
Condições:
Seguro de Vida para o casal = R$ 222,10 (1,89%), capital segurado: R$ 180 mil
Garantias: (M) Morte, (IPA) Invalidez Permanente Parcial ou Total por Acidente, (IPD-F) Invalidez por Doença – Funcional; Assistência Funeral = R$ 3 mil
Automóvel = R$ 192,58 (1,64%), 2 veículos – valor de mercado de R$ 29.172 e R$ 30.098 *(valores atualizados de acordo com tabela FIPE de dezembro 2014)
Residencial = R$ 42,43 (0,36%), R$ 250 mil (valor de reconstrução da casa)
Total = R$ 457,11 (3,89%)

Em relação aos dados apresentados pelo estudo, o consultor Cleber Andriotti Castro aponta que os custos com a contratação de seguros para os carros podem ser contabilizados como parte das despesas que a família tem com transporte. “É possível prever mensalmente a reserva de recursos para essa finalidade e planejar antecipadamente o pagamento dos seguros ao longo de todo o ano, ou seja, guardar um pouco de dinheiro a cada mês para renovar a apólice, quando a mesma vencer, em um pagamento à vista sem a necessidade de dividir em parcelas e contrair juros. O seguro não deve comprometer o orçamento doméstico, pelo contrário, ele tem o objetivo de proteger o seu bolso”, explica.

Segundo Luciano Cardoso, que responde pela superintendência regional da AD, as pessoas precisam se conscientizar de que o risco é constante e que, por isso, o investimento em proteção é fundamental. “O seguro deve ser percebido como um investimento em tranquilidade. São comuns os casos de pessoas que, por não terem essa proteção, vendem casa, carro, liquidam suas reservas financeiras para pagar os gastos com um acidente, por exemplo”, declara.
Como contratar um seguro?

Comprar um seguro é uma decisão que requer muitos cuidados e o corretor de seguros, por sua formação e especialização, é o profissional indicado. Seu papel é analisar os riscos aos quais o segurado está exposto e buscar o produto mais adequado às suas necessidades, considerando o melhor custo x benefício. O corretor também age como consultor de riscos, auxiliando na identificação de necessidades do cliente, bem como na busca de soluções por meio de uma apólice que proporcione segurança e tranquilidade.

Por se tratar de um contrato, a existência de um profissional qualificado para intermediar essa negociação é obrigatória. O corretor é – por definição e até por lei – o representante do segurado junto à Seguradora e o mais capacitado para um atendimento personalizado e eficiente. É ele quem conhece melhor os produtos de seguros e, portanto, quem pode melhor aconselhar o cliente. Cabe a ele cuidar dessa relação, agindo não apenas como vendedor, mas principalmente como consultor na indicação da apólice, e defensor do segurado após a ocorrência do sinistro.
Luciano Cardoso, superintendente regional da AD, aponta que para contratar qualquer tipo de seguro é fundamental pesquisar preços e benefícios, no entanto, também é preciso estar consciente de que nem sempre o mais em conta é o que melhor que se adequa às suas necessidades.
Vantagens adicionais

Contratar um seguro é uma maneira de proteger sua família e essa necessidade surge diante das incertezas e riscos que corremos em nosso cotidiano. Essa proteção tem um custo, chamado prêmio. É o que se paga para não correr o risco de perder algo muito valioso ou para suportar melhor uma grande perda material ou pessoal.

Mesmo contratando algum tipo de seguro, é claro que ninguém quer ter que acioná-lo, pois isso significaria estar envolvido em algum tipo de sinistro. No entanto, além do aspecto preventivo e da certeza de estar protegido, a contratação de seguros também pode resultar em economias, pois alguns tipos de apólices prevêem benefícios e vantagens como a ofertas de serviços assistenciais como guincho, chaveiro, recarga de bateria, etc.

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